Monstro!!! Pai é denunciado por feminicídio em Jaraguá do Sul
- 17/02/2026
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o pai da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, pelo sequestro, morte e ocultação do corpo da filha. A jovem, natural de Jaraguá do Sul e moradora de Itajaí, foi encontrada morta após semanas de buscas.
De acordo com a denúncia, apresentada pela promotora de Justiça Micaela Cristina Villain, da 1ª Promotoria de Justiça de Itajaí, Isabela teria sido retirada à força de casa na madrugada de 30 de novembro de 2025. Segundo o Ministério Público, o pai teria usado um aparelho de choque para ameaçá-la e dominá-la antes de colocá-la em um veículo e levá-la para uma área afastada na zona rural.
A acusação aponta que o crime ocorreu entre a madrugada de 30 de novembro e o dia 1º de dezembro. O Ministério Público sustenta que o homicídio foi motivado por vingança, já que o homem havia sido condenado anteriormente por crimes sexuais cometidos contra a própria filha. A denúncia também indica que a vítima foi imobilizada com abraçadeiras plásticas e teve a boca vedada com fita adesiva, o que teria dificultado qualquer chance de defesa.
Após a morte, o corpo teria sido levado para um sítio do acusado, em Caraá, no Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, o cadáver foi escondido em uma valeta, em meio à mata, coberto com lona e pedras. O corpo de Isabela foi localizado em 16 de janeiro de 2026.
O MPSC denunciou o homem por sequestro qualificado, feminicídio com agravantes e ocultação de cadáver, com base na Lei Henry Borel. O órgão pediu que a denúncia seja aceita pela Justiça e que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri. Também foi solicitada a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, como forma de reparação.
“Acompanhamos este caso desde o registro do desaparecimento da adolescente. Foi uma investigação dolorosa, que revelou uma sequência de violências extremamente graves dentro do próprio ambiente familiar. A denúncia apresentada pelo Ministério Público representa um passo essencial para a busca de justiça e para a proteção de meninas e mulheres em situação de violência”, afirmou a promotora Micaela Cristina Villain.

